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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Nova espécie de anfíbio do Acre é nomeada em homenagem a Chico Mendes

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Nova espécie de anfíbio do Acre é nomeada em homenagem a Chico Mendes

Carolina Lisboa
domingo, 13 outubro 2019 17:17
Indivíduo de Adenomera chicomendesi. Foto: Thiago Carvalho.
Uma nova espécie de rã amazônica foi descoberta no Acre. O anfíbio foi nomeado Adenomera chicomendesi, ou “rã de espuma de Chico Mendes”, em homenagem ao ambientalista Francisco Alves Mendes Filho por sua luta pelos direitos humanos dos povos indígenas, comunidades de seringueiros e pela própria Floresta Amazônica. Como consequência de seu ativismo, Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988 em sua cidade natal, Xapuri, no Acre.
De acordo com Thiago Ribeiro de Carvalho, pesquisador de pós-doutorado na Universidade Estadual Paulista de Rio Claro (UNESP – Rio Claro) e primeiro autor da publicação, a descoberta e o artigo resultante dessa pesquisa “já somam 20 anos de esforços para o melhor entendimento da biodiversidade dos anfíbios desse gênero, que ocorrem em grande parte da América do Sul ao leste dos Andes”, explica.
“Muitas outras espécies ainda precisam de avaliações detalhadas para sua identificação precisa. Uma parcela destas certamente correspondem a espécies novas, mas ainda não descritas formalmente. Essas novas espécies ocorrem não só na Amazônia, mas também no Cerrado e Mata Atlântica”.
Ambiente onde foram gravados e coletados indivíduos de A. chicomendesi na Reserva Tambopata, no Peru. Foto: Thiago Carvalho.
Carvalho conta que tudo começou com o canto peculiar da espécie. “O canto de A. chicomendesi, relativo às outras espécies do gênero, é bem longo e pulsado, e nos lembra um apito dentro da floresta”. Assim, os pesquisadores conseguiram diferenciá-la das outras espécies do gênero. Para Carvalho, o canto das rãzinhas é tão alto que, possivelmente, até o próprio Chico Mendes pode tê-las ouvido. “Se prestar atenção enquanto está numa trilha na mata, é possível ouvi-las facilmente, só tem que ter o ouvido treinado para identificar Adenomera”.
O pesquisador explica que A. chicomendesi ocorre em algumas localidades com uma outra espécie do gênero, A. andreae, da qual não pode ser diferenciada por características morfológicas. “As espécies do gênero têm características externas (morfologia, coloração, tamanho), que muitas vezes ajudam na identificação de anfíbios, conservadas entre espécies próximas, o que dificulta a identificação das espécies. E é aí que entra a bioacústica (estudo das vocalizações das espécies). No gênero Adenomera, os estudos mais recentes, que são frutos da minha tese de doutorado e do meu projeto atual de pós-doutorado, têm reforçado cada vez mais a relevância dos dados acústicos como uma ferramenta eficaz na identificação das espécies ainda em campo. Os cantos de espécies que coocorrem são diferentes a ponto de conseguirmos discriminá-las com o nosso ouvido”.
Segundo o artigo, a espécie aparentemente não está ameaçada de extinção, então os autores sugeriram enquadrá-la na categoria “Pouco Preocupante” (Least Concern – LC) da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN. “Com base na estimativa de área de ocorrência e abundâncias relativamente altas onde ocorre, não encontramos evidência para considerá-la em risco de extinção”, afirmou Carvalho. O pesquisador explicou ainda que a nova espécie é típica de florestas primárias e urbanas. “Encontramos a espécie em florestas primárias (Peru), mas também em fragmentos florestais em área urbana. O Parque Zoobotânico da UFAC em Rio Branco é a localidade tipo da espécie (local de onde os espécimes utilizados na descrição são provenientes), que é uma área que se mantém preservada dentro da cidade, dentro do campus. A população que ocorre lá nos pareceu estável, pois sempre que visitamos o fragmento, havia indivíduos vocalizando”.
Coleta de A. chicomendesi na Reserva Tambopata, no Peru. Foto: Thiago Carvalho.
Sobre a biologia da espécie, Carvalho explica que os indivíduos estão ativos no verão, quando está úmido e chovendo. “Os machos são encontrados vocalizando no folhiço da floresta. Podem ficar debaixo da serapilheira ou expostos quando estão animados. Costumam iniciar a atividade vocal no fim do dia e vocalizam pelo menos durante a primeira metade da noite”. Ele afirma que as espécies do gênero são terrestres, com poucas exceções no Cerrado e Mata Atlântica. “Isso significa que sua desova fica no solo e girinos se desenvolvem em câmaras subterrâneas (construídas pelos machos), de onde os juvenis saem quando já se metamorfosearam”.
A nova espécie foi amostrada em campo no fim da década de 1990, na Amazônia peruana, e só agora foi descrita pela ciência. “No início dos anos 2000, uma publicação com as espécies dessa região lhe atribuiu um status de espécie potencialmente nova devido ao seu canto peculiar. Nessa mesma época, pesquisadores a encontraram em Rio Branco (AC). A espécie permaneceu sem uma revisão mais detalhada. Em 2017, fizemos uma nova expedição à Amazônia, quando obtivemos mais informações para a população de Rio Branco. No ano seguinte, eu visitei a localidade peruana onde o primeiro registro tinha sido feito (Reserva Nacional de Tambopata). Com as informações reunidas, conseguimos fazer as comparações necessárias com as outras espécies amazônicas e confirmar que se tratava de uma espécie nova”, explicou Carvalho. A pesquisa foi desenvolvida em ampla colaboração entre pesquisadores de diversas instituições nacionais como a Universidade Estadual Paulista de Rio Claro (UNESP – Rio Claro), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU – campus Pontal em Ituiutaba), a Universidade Federal do Acre (UFAC – Rio Branco) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG – Patos); e internacionais, como a Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) em Lima, Peru, e a International Union for Conservation of Nature (IUCN) em Toronto, Canadá.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

This Mighty Bird Deserves a Medal For Being Dad of The Year


https://www.sciencealert.com/this-mighty-bird-was-caught-on-camera-being-the-best-bird-dad


This Mighty Bird Deserves a Medal For Being Dad of The Year

TESSA KOUMOUNDOUROS
2 FEB 2019 
 
The photo above is not depicting some ten-legged mutant bird as some of our Instagram commenters have suggested. It's also not one of those hilarious birds with arms memes.
He's just one brave daddy bird hauling his four chicklings to safety.
Comb-crested Jacanas (Irediparra gallinacea) are also known as lillytrotters or Jesus-birds for their ability to seemingly walk across water. Their gangly legs end in long twiggy-toes, splayed wide to distribute their weight across the surface of lily pads and the other floating plants they walk on.
This allows the water plants to keep these 20 to 27 centimetre (8 to 11 inch) birds afloat as they dart across the surface of their wetland habitats.
Here, they search for their favourite foods, mostly freshwater invertebrates such as aquatic moth larvae, and aquatic plant seeds, particularly lily seeds.

(xxxxxx/iStock)(DirkKotze1/iStock)
Sally Corte from Queensland, Australia captured the jacana pictured in the cover and in the image below, as it was displaying this species' unique parenting behaviour.
"I was lucky to be in my canoe, quietly removing by hand the water weed called Salvinia, when I saw a jacana with some chicks trailing behind," Corte told Science Alert in an email.
"Although common, they are quite shy and very wary, making capturing them on camera difficult."
After she'd run back to get her camera, the chicks were gone, so she snapped an image of just the adult.
It wasn't until Corte processed the images she was lucky enough to snap that she realised: "there were actually 8 dangling legs!"

(SallyCorte/CorteOnCamera)
(Sally Corte/CorteOnCamera) 

Comb-crested jacana dads literally pick up their babies with their wings to carry them to safety. Considering up to 80 percent of nests can be lost before they hatch, it's no wonder they'll do everything in their power to save their precious chicks from any potential threats.
There have also been claims they relocate their eggs by carrying them under their chin.
These jacanas can be found in wetlands from Borneo, though to New Guinea and Australia's north and east coast to the Canberra area. 
Back in 2000, ornithologist Terrence Mace's study on this species mating system found these birds are polyandrous, meaning the larger female jacanas mate with more than one male - between 2-3 males on average.
After laying their eggs on floating nests, female jacanas often fly off for fun times with another lover, leaving their mate with full responsibility for incubating these quite strikingly patterned eggs all by themselves.
The males then become the sole carers for the awkward floofs on stilts once they've hatched.
Mace believes this unusual mating strategy may have evolved due to their high rate of clutch loss - the more eggs laid, the greater the chance some birds might make it.

(Sally Corte/@CorteOnCamera)(Sally Corte/CorteOnCamera) 
Corte explained how the jacanas are one of the permanent residents amongst an ever shifting population of wetland birds on her property's freshwater dam in Queensland.
"Some birds appear occasionally, like the black-necked stork and brolgas and others are seasonal daily visitors such as magpie geese and whistling ducks," she said.
As with too many of our wildlife around the world, these birds are threatened by the usual suspects, including the destruction of their amazing wetland habitats and predation by feral animals like foxes. Comb-crested jacanas are listed as vulnerable in the Australian state of New South Wales.

(Sally Corte/CorteOnCamera)(Sally Corte/CorteOnCamera)  
"I've witnessed other male jacanas sheltering their chicks in the same way from rain," Corte told us. "What awesome dads!"

O Observatório da Educação Ambiental Brasileira Michèle Sato não foge à luta pela soberania brasileira!! Dizemos não ao imperialismo que per...