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domingo, 3 de maio de 2020

ciência viva

http://cienciaviva.org.br/index.php/2020/04/19/livro-virus-simulacro-da-vida/




Livro “Vírus: simulacro da vida?”

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Série: CIÊNCIA, SAÚDE E CORONA VÍRUS
Livro infantil: coronavírus.
Arte e Ciência: pintando e conhecendo coronavírus.
Livro Vírus: Simulacro da Vida.  
Fiocruz: notícias o Covid-19.
Medo, Verdades e Mentiras sobre coronavírus.
Manifesto da SBPC – COVID-19.
Ciência Brasileira responde à crise de coronavírus.
Nosso Mundo em Dados: COVID-19.
Artigo original de Safira Campos, GPEA, Universidade Federal de Mato Grosso.
‘Vírus: simulacro da vida?’
de autoria dos professores e pesquisadores Michèle Sato, Déborah M. Santos e Celso Sánchez.
A publicação traz discussões sobre a pandemia do novo coronavírus sob as óticas ambiental, sociológica, política e artística
“Preocupados com a pandemia, sobretudo porque há muito desconhecimento da causa, resolvemos criar nosso caderno de balbúrdia. Além do vigor de vírus e morcegos, deixamos nosso olhar político sobre o mundo e adicionamos alguns sonhos ao amanhã pelas mãos da educação ambiental”,
informa a mensagem divulgada pelos autores. 
O livro levanta questões sobre a natureza e funcionamento dos vírus e a relação entre o morcego ferradura e o novo coronavírus que se espalhou pelo mundo. Para além disso, a publicação discute a crise global de saúde sob a perspectiva sociológica e cultural de povos indígenas, como os Huni Kuin (Kaxinawa), do estado do Acre. 

“A antropóloga Els Lagrou (2020), narra maravilhosamente bem sobre a história dos morcegos na tribo Huni Kuin do Acre. Este povo acredita que os humanos adoecem porque ingerimos outros seres, e a natureza lança uma espécie de feitiço “nisun”, que resulta em doenças e mortes. As pandemias não são causadas por vírus ou morcegos, senão pela própria humanidade que maltrata a floresta, desmata, queima e causa fissuras que possibilitam que as espécies fujam e disseminem doenças ao mundo inteiro”, traz um trecho da obra.
mito do nisun não apresenta uma verdade científica, mas nos faz refletir sobre os valores e atitudes que o ser humano estabelece com aos animais e ao meio ambiente.

Também são tema de discussão isolamento social, sustentabilidade, ética, civilidade e Capitalismo. Com a ajuda de reflexões de pensadores renomados, os autores trazem suas próprias considerações sobre o atual sistema econômico mundial e suas consequências para os mais pobres durante períodos de emergência global como o atual. 
Além do grupo, a publicação contou com a colaboração de

3 Comments on “Livro “Vírus: simulacro da vida?””

  1. Obrigado a vocês por permitirem compartilhar.
    O livro é fabuloso. Parabéns!
    Um grande abraço.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Governo Bolsonaro muda edital e passa a permitir erros e propagandas em livros didáticos


https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-renata-cafardo/governo-bolsonaro-muda-edital-e-passa-a-permitir-erros-e-propagandas-em-livros-didaticos/

Governo Bolsonaro muda edital e passa a permitir erros e propagandas em livros didáticos




Renata Cafardo
09 Janeiro 2019 | 12h52
O governo de Jair Bolsonaro mudou em 2 janeiro o edital para os livros didáticos que serão entregues em 2020. Não será mais necessário que os materiais tenham referências bibliográficas. Também foi retirado o item que impedia publicidade e erros de revisão e impressão.
O Ministério da Educação (MEC) compra livros didáticos para todas as escolas públicas do País, o que garante o faturamento de muitas editoras. São comprados cerca de 150 milhões de livros por ano, com custo de R$ 1 bilhão. As mudanças foram feitas no programa cujos livros serão comprados para o ensino fundamental 2 (6º a 9º ano).
Os livros, no entanto, já foram enviados em novembro ao MEC para avaliação. Agora, editoras temem que seus livros sejam reprovados. Fontes do setor ouvidas pelo Estado temem materiais de baixa qualidade sejam aprovados. O processo de avaliação dos livros se dará ao longo do primeiro semestre e as empresas serão comunicadas se seus livros serão ou não comprados pelo governo federal.
O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) foi se tornando, ao longo dos anos, muito rígido na escolha dos livros, o que era elogiado no meio. Por exemplo, materiais que tivessem erros em mais de 10% das páginas eram desclassificados. Agora, na parte que se refere à “adequação da estrutura editorial e do projeto gráfico” o item L que dizia que a obra deveria  “estar isenta de erros de revisão e /ou impressão” foi retirado.
PNLD, do MEC, compra livros para todas as escolas do País FOTO: Nilton Fukuda/Estadão
A não exigência também abre espaço para conteúdos que não sejam baseados em pesquisas, já que não há necessidade de citação da origem do conteúdo.
O item sobre propagandas retirado do edital mencionava que as obras não podiam ter “publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais”. Dessa maneira, não era permitido incluir ilustrações, mesmo que para análise de texto, por exemplo, de um anúncio publicitário verdadeiro.
Também foi retirada a exigência de que as ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. Ou seja, as figuras presentes nos livros didáticos não precisariam mais, por exemplo, mostrar negros, brancos e índios. Um livro com apenas ilustrações com crianças brancas seria aprovado.
Antes da posse da Bolsonaro, editoras já manifestavam receio com a política que viria com relação aos livros didáticos. Isso porque o general Aléssio Ribeiro Souto, que fazia parte do grupo que discutia educação no futuro governo, disse em entrevista ao Estado, que era  “muito forte a ideia” de se fazer ampla revisão das bibliografias para evitar que crianças sejam expostas a ideologias e conteúdo impróprio. Afirmou ainda que os professores deveriam contar a “verdade” sobre o “regime de 1964”.
Fontes do setor acreditam que a medida pode trazer também insegurança jurídica. Isso porque a mudança foi feita com o processo em andamento. Uma editora que não havia apresentado seu livro ao MEC por não estar de acordo com o edital anterior pode agora entrar na Justiça e pedir para ser aceita. Outras que se esforçaram para se adequar às exigências de qualidade também podem questionar o processo.

O Observatório da Educação Ambiental Brasileira Michèle Sato não foge à luta pela soberania brasileira!! Dizemos não ao imperialismo que per...